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Tribos – Um Mosaico Multicultural

terça-feira, 25 de maio de 2010

Por Jean Monteiro

O termo “tribo” já foi um conceito sólido. As circunstâncias sociais, políticas e econômicas, os laços sangüíneos e a localização geográfica poderiam definir uma sociedade de pessoas, uma comunhão compulsória denominada de tribo. Tribo parece algo ancestral, simples, puro. Mas isso mudou.
No seu estudo de 1972, o antropólogo americano Morton Fried concluiu que uma tribo é caracterizada por fronteiras fluidas e heterogêneas, dotada de uma dinâmica própria. O estudo revolucionário foi o ponto de partida para que, em 1985, o sociólogo francês Michel Mafessoli cunhasse o termo “tribos urbanas”, designação que abarca as mais diversas manifestações culturais que cabem numa sociedade cosmopolita. As tribos urbanas são microgrupos que estabelecem redes sociais com base em interesses comuns, e são uma metamorfose das antigas tribos, reduzidas a núcleos de exceção espalhados por um mundo cada vez mais urbanizado.





Tribos não são uma categoria ou um grupo delas, mas uma metáfora social, um conceito que engloba e representa muitos outros. Essas tribos não são clichês de comportamento, nem são as novas fronteiras culturais. Esses milhares de grupos estão misturados e interligados, e a cada dia as divisões estão mais subjetivas, novos grupos nascem de velhas tribos, e tudo se combina formando uma sociedade que vai além de qualquer definição. Mas não é por isso que deixam de existir tais conceituações. A seguir, listamos as tribos urbanas mais conhecidas, e talvez você se identifique com alguma delas, ou todas.

· Headbangers:
São os fãs de Heavy Metal ou qualquer uma de suas variantes. Os cabelos compridos, roupas pretas e casacos de couro ajudam a promover um sentido de identidade. Headbanger significa, em uma tradução livre porca, “balançar a cabeça”.

· Punks:
Os punks são uma tribo em declínio. A cultura punk é pautada por uma aparência agressiva, a simplicidade, o sarcasmo niilista e a subversão da cultura e da política. A aparência é marcada pela ideologia da contracultura, como uma reação à não-violência e ao otimismo dos hippies, também representantes desse movimento chamado de contracultura.

· Hippies:
A liberdade sexual, a prática do nudismo, o consumo de drogas e preocupações ambientais e políticas fazem parte da ideologia hippie, bem como o uso de roupas coloridas e desgastadas – uma crítica ao consumismo. Os hippies são vegetarianos, pobres e normalmente não tem vínculo empregatício, por serem contra o estado e as corporações;

· Nerds:
O termo “nerd” é um estereótipo, muitas vezes com conotação depreciativa, que descreve uma pessoa com intensa atividade intelectual considerada imprópria para a sua idade, em detrimento de outras atividades mais populares ou ditas normais. Pode designar uma pessoa com dificuldades de integração social, mas que nutre um grande fascínio por conhecimento ou tecnologia. Os nerds podem não ser tão facilmente reconhecíveis como os estereótipos propõem, e já não precisam necessariamente usar óculos fundo-de-garrafa e cabelo cortado em formato de cuia.


· Góticos:
Os góticos ou darkers, são considerados uma evolução do punk, e ostentam gostos musicais dos anos 80, visual com maquiagem e penteados alternativos (cabelos coloridos, pontudos, etc.), roupas pretas de couro e uma certa bagagem filosófica e literária. Exaltam a decadência, o niilismo e o hedonismo.


· Rivetheads:
Adeptos da contra-cultura industrial, os rivetheads (ou cabeças de rebite) são fãs de música industrial, caracterizados por uma ideação futurista, afeto distópico, elitismo e vestuário militar.


· Emos:

Os emos são os fãs de emocore, também uma divisão do punk assim como os góticos. No Brasil os emos são jovens que exaltam a tristeza, usam maquiagem, deixam a franja cobrir os olhos, tem as unhas pintadas de preto e se vestem de cores escuras e depressiva. Emos do sexo masculino costumam ser associados ao homossexualismo.

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