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Diário da Torcida

terça-feira, 25 de maio de 2010



Por Érica Lucile

Torcida de futebol. Nessa disputa, todo “santo” ajuda. Tem aquele que pede a bênção para Nossa Senhora Aparecida, afinal é mãe Padroeira do Brasil, outros entregam oferendas para Iamanjá e quem não é cristão faz qualquer outra mandinga pra não perder o jogo. Aí tem aquele que veste a mesma camiseta e usa sem lavar a semana inteira, só entra nos lugares com o pé direito na frente, faz greve de fome, pinta a casa com a cor do time e tudo mais que a criatividade permitir.

E se estamos falando de Copa do Mundo, a vontade de ganhar é maior ainda. No Brasil em especial, parece que ninguém fica de fora. O país do futebol, que é considerado assim por ter os melhores chutadores, a turma mais fanática por bola do mundo e o maior número de títulos mundiais nessa área, contagia até os bichinhos de estimação da família que também “vestem” suas roupinhas na hora do jogo.

Talyta Pasqualinoto é estudante de fonoaudiologia na Unesp, campus Marília-SP, ela e todas as outras garotas da classe resolveram assistir aos jogos da Copa do Mundo da FIFA – África 2010 no maior estilo. As meninas mandaram fazer um uniforme da copa para ir à faculdade e reivindicaram na coordenação que as aulas fossem liberadas nos horários dos jogos. É isso mesmo. A turminha CDF vai passar a Copa na sala de aula, só que dessa vez os estudos ficarão para a hora do intervalo.

Já na família da Giselly é diferente. Com espírito baiano a turma pára na hora do jogo e o esforço máximo de trabalho é abanar a churrasqueira. Já virou tradição, um bom jogo de futebol merece ter uma carne assando. O momento tem valor triplicado, afinal, não é todo dia que se tem família reunida, boa comida e Copa do Mundo. Pra completar a alegria só falta o Brasil ganhando.
Mas ao contrario dessa turma, André não quer papo. Gosta de ficar sozinho e vai passar a copa jogando videogame e só para irritar, torcer pro time que está contra o Brasil. “Talvez, assistir algum jogo com minha namorada”, afirma. No entanto essa última afirmação já mostra que mesmo sem querer ele não nega o sangue azul de quem nasceu em Brasília, capital do país do futebol,

Má, Carolina, Ana Clara e mais 21.326 mulheres são membros da comunidade do Orkut “Mulheres que Adoram Futebol”. Essas três mulheres em especial são jogadoras em times das suas cidades, Piraporinha - Rio Branco, Americana - SP, São Paulo Capital respectivamente, elas se conheceram virtualmente e já estão postando tudo o que sabem sobre a Copa. Com certeza fazem parte da torcida “unidos pelo Brasil”.

Com a família, sozinhos ou com os amigos reais ou virtuais, muitos outros estão por aí, declarando sua torcida. E quem pensou que de fora da tribo só porque não faz questão de ficar buscando informações na internet a todo o momento, nem faz todo aquele ritual para ver a turma entrar em campo, saiba que nessa hora ninguém está de fora. Ainda existe a tribo dos “sem-tribo”, quer dizer aqueles torcedores que não tem tradições mas que todo ano inventam uma nova maneira de torcer.

Sâmela de Carvalho conta que em cada copa viveu em uma fase diferente da vida: “Quando eu era criança a gente assistia em casa, todo mundo na sala e minha mãe fazia pipoca, no Tetra a sala da minha casa ficou forrada de pipoca, porque quando o Brasil ganhou minha mãe jogou a bacia pra cima. Em 98, eu já era um pouco maior e ia pra casa dos amigos, a final eu assisti com umas 50 pessoas... todo mundo de cara pintada de verde e amarelo”. A publicitária não acredita em um jeito de torcer. Simplesmente vai lá e faz.

Qual é o seu jeito de torcer?
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