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Cada um na sua Tribo

terça-feira, 25 de maio de 2010

Por Carolina Felix

Índios, brancos, idosos, patys, roqueiros e outras tribos por muito tempo tiveram uma regra em comum: “Cada um no seu quadrado”. Estar próximo de pessoas parecidas é um dos principais fatores para divisão de classes ou pessoas e assim formam as chamadas “tribos”. Por extinto, individualismo ou preferência, não importa o motivo, separar-se em grupos sociais sempre fez parte da cultura do ser humano, em todas as civilizações.

No livro Convite à Filosofia, Marilena Chauí explica que na Grécia e Roma, assim como nos grandes impérios orientais como Pérsia, Egito, China Babilônia, Índia, todos eles viviam em seus respectivos clãs, tribos ou aldeias todos com seu “chefe” ou “patriarca”, o responsável por ditar todas as regras, crenças e hábitos de guerra, consequentemente todos os costumes.

No Dicionário Júnior de Língua Portuguesa, por Geraldo Mattos, diz que “tribo” significa um grupo de pessoas da mesma raça e da mesma língua com uma organização muito simples. Hoje este significado foi ampliado com os avanços da internet que conseguiu colocar todo o universo em sua plataforma tecnológica.

Agora para fazer parte de uma “tribo” não é mais necessário viver no mesmo país e nem falar a mesma língua. Por meio das redes sociais virtuais ficou fácil se relacionar. Orkut, Twitter, Facebook e outras comunidades na internet permitem que, de maneira prática e fácil, a pessoa escolha quem serão seus amigos, considerando assuntos, hábitos e preferências.

Para formação de tribos é necessário que haja em todos algo em comum. Um exemplo clássico é o futebol, esporte que faz sucesso em quase todos os países. “Todos na copa falam a mesma língua” ou “unidos pelo futebol” tem sido tema de várias campanhas publicitárias em todo o mundo. Ter este esporte como denominador comum de todas as nações e povos promove uma unificação do globo em uma única temática: a Copa do Mundo.

Realizada de quatro em quatro anos, a disputa mundial mobiliza todo o mundo para festejar e torcer por seus respectivos países. Sempre com o célebre desejo “que vença o Bras... quer dizer, o melhor”. Em nenhuma outra época o etnocentrismo, ter o seu país como superior aos demais, fala tão auto nos corações como nesta grande competição.

Agora só nos resta pintar a cara, decorar as fachadas, comprar as bandeirinhas e fazer tudo que na nossa criatividade de torcedor permitir. Rola de tudo: orações, mandingas, batuques, grito de guerra etc. O que importa é cada um torcendo, como uma grande tribo, pelo mesmo país.

Rumo ao Hexa Brasil!

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